Roupas que esperam

Olá Descomplicada!!

Tem roupas que não estão apenas guardadas.

Elas estão esperando.

Esperando um corpo que volte a caber.

Esperando um dia “melhor”.

Esperando uma coragem que a gente ainda não teve.

Mas o que quase ninguém percebe é que essas roupas contam uma história silenciosa sobre a nossa relação com o tempo, com as mudanças e, principalmente com a autoaceitação.

Elas não são só tecidos. São lembranças de uma versão nossa que, de alguma forma, ainda queremos segurar.

A questão é: por quanto tempo vale esperar?

Guardar uma roupa que não serve mais, na esperança de um corpo que talvez nunca volte, é também guardar uma sensação de que o presente não é suficiente.

E quando isso se repete, o armário deixa de ser um espaço de escolha e vira um lembrete diário de frustração.

Talvez o problema não seja a roupa, mas o que ela simboliza.

Existe um tipo de culpa escondida entre cabides:

a de ter mudado.

a de não vestir mais o mesmo número.

a de não ter vivido aquilo que a roupa “prometia”.

Só que a verdade é que o corpo muda, o estilo amadurece e a vida também exige novas versões…mais realistas, mais funcionais, mais livres.

Quando a gente se despede das roupas que esperam, abre espaço para peças que acompanhariam quem somos agora.

Peças que não exigem o “quando”, mas acolhem o “hoje”.

Esse é o ponto em que a moda volta a ser ferramenta, e não prisão.

Tarefa de casa:

Abra o guarda-roupa e encontre três roupas que esperam.

Antes de decidir o que fazer com elas, se pergunte:

O que exatamente eu estou adiando junto com essa roupa?

Essa pergunta é um portal.

Porque, às vezes, o espaço que falta no armário é o mesmo que falta dentro da gente pra viver o agora com mais verdade.

Com carinho Salamandra Roxa – Renata Telma.

Comentários

Deixe um comentário

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora