Olá, Descomplicadas! Na semana passada, falamos sobre como a praticidade no vestir pode, sem querer, ir apagando nossa essência.
Hoje, eu quero ir um pouco mais fundo nessa conversa — porque às vezes, o que te faz repetir os mesmos looks ou esconder seu estilo… nem é a pressa. É o olhar.
Quantas vezes você já se pegou pensando que “só vai usar tal roupa quando emagrecer”?
Ou que “isso não é pra mim”?
Mas será que o problema está mesmo no seu corpo — ou nas referências que você aprendeu a seguir?
Hoje a conversa é sobre isso: sobre como trocar o filtro pode mudar tudo.
O problema não é o espelho. É o filtro.
Quantas vezes você já deixou de comprar ou usar uma peça porque “não fica igual na blogueira”, ou porque achou que seu corpo “não combina com aquilo”?
Mas quem disse que você precisava ficar igual a alguém?
A maioria das imagens que consumimos como referência — nas redes, nas vitrines, nas revistas — não falam com a realidade da maior parte das mulheres. Elas mostram corpos dentro de um padrão específico, muitas vezes inatingível. E o pior: a gente não percebe o quanto isso afeta nossa autoestima.
Não é sobre mudar você. É sobre mudar o espelho.
Quando você se cerca de imagens que não te representam, o olhar sobre você mesma fica distorcido.
E o estilo, que deveria ser ferramenta de expressão, vira fonte de comparação.
Trocar de referência é um ato de liberdade.
É começar a se inspirar em mulheres reais, com vidas, rotinas e corpos reais. É enxergar beleza em outras proporções, texturas, idades. E, principalmente, é incluir você como parte dessa galeria de inspiração.
O estilo começa quando você para de se punir.
A mudança acontece quando você troca frases como:
“Preciso emagrecer pra usar isso.” por “Como posso adaptar isso ao meu corpo de hoje?”
Ou:
“Isso só fica bonito em quem tem corpo tal.” por “Essa modelagem valoriza meu corpo do jeito que ele é?”
Seu corpo não precisa de permissão para existir.
Ele precisa de peças que o respeitem, o acompanhem e o expressem.
Por onde começar a mudar de referência?
– Siga perfis que representem mais diversidade de corpos e estilos.
– Experimente peças com curiosidade, não com crítica.
– Se olhe com o mesmo carinho com que olha uma amiga.
– E, se for pra se comparar… que seja com a sua versão de ontem.
Se você se veste todos os dias… Por que não tornar esse momento um lembrete de quem você é, e não do que dizem que você deveria ser?
Talvez você só precise parar de se comparar com um corpo que nunca foi o seu.
E começar a se vestir como quem se reconhece — e se respeita.
Me conta:
Você já parou pra pensar em quais são suas verdadeiras referências de estilo?
Ou será que ainda tá se olhando com o filtro de outra pessoa?
Bjos! Renata Telma!