Tag: criatividade

  • Peças boas, combinações ruins: por que você não usa o que comprou?

    O problema não é a peça. É a lógica da escolha

    Olá Descomplicada! Toda mulher já viveu isso: você compra algo lindo, de boa qualidade, do jeitinho que imaginou… e, misteriosamente, ele passa meses, às vezes anos, parado no guarda-roupa.

    A culpa? Quase nunca é da peça.

    O que acontece é mais sutil: a escolha não conversou com a vida que você tem, mas com a imagem que você ACHOU que precisava alcançar.

    E aí nasce o abismo entre comprar e usar.

    Neste texto, vamos destrinchar, com delicadeza e verdade, por que isso acontece, e como transformar essas peças “silenciosas” em aliadas reais no seu estilo.

    1. Você compra para a vida que gostaria de ter, não para a que você tem

    É muito comum comprar pensando em uma versão idealizada de si mesma:

    • a mulher que sai mais,

    • a que tem mais tempo,

    • a que tem menos pressa,

    • a que tem um corpo diferente,

    • a que se permite mais produções elaboradas.

    Mas a verdade é simples: peça boa é aquela que encaixa na rotina real.

    Não na imaginada.

    Exemplo prático: Aquela camisa de seda linda… mas você trabalha em casa, vive no trânsito ou tem filhos pequenos e, na rotina real, o tecido delicado vira um peso, não uma solução.

    2. A peça é bonita, mas não tem com o que conversar

    O maior motivo de peças encostadas: elas não têm com quem dialogar dentro do guarda-roupa.

    Nem em cor, nem em proporção, nem em estilo.

    A peça é boa. Mas está sozinha.

    Exemplo prático: Você compra uma calça em couro com estampa de píton estruturada. Mas só tem blusas estampadas e coloridas. Ela fica sem par e morre na arara.

    3. A modelagem não favorece seu corpo atual (e você evita usar)

    Algumas peças são lindas, mas simplesmente não acompanham o seu corpo de hoje, seja pelo ganho de peso, pela mudança de proporção ou pela fase hormonal.

    E aí, vestir vira desconforto emocional.

    Exemplo prático: Um vestido tubinho perfeito, para o corpo que você tinha há dois anos. Para o corpo de agora, ele fica puxando, marcando, prendendo os movimentos… E você evita naturalmente.

    4. A peça exige mais produção do que sua energia permite

    Algumas peças são ótimas, mas pedem uma maquiagem específica, um sapato específico, uma terceira peça específica, pedem intenção, pedem tempo.

    E se você não vive esse ritmo?

    Ela não entra na dança.

    Exemplo prático: Aquela blusa de paetê maravilhosa… Mas que só funciona com salto, cabelo arrumado e acessórios que você não usa no dia a dia.

    Não é sobre se culpar. É sobre entender o caminho.

    Quando você olha para o guarda-roupa com frustração, achando que “não sabe se vestir”, lembre-se:

    O problema não é falta de estilo.

    É falta de alinhamento.

    Peça boa é a que te ajuda a viver melhor, não a que te deixa tensa, travada ou desconectada de si mesma.

    Quando você começa a comprar com intenção, estratégia e autoconhecimento… algo incrível acontece:

    • menos compras erradas,

    • mais combinações possíveis,

    • menos culpa,

    • mais autonomia,

    • e um estilo que finalmente faz sentido para você.

    Tarefa de Casa: suave, prática e transformadora.

    Abra seu guarda-roupa hoje e escolha três peças que você ama, mas não usa.

    Pergunte a si mesma:

    – Por que elas não entram no meu dia a dia?

    – O problema é a peça ou a combinação?

    – Eu ainda me reconheço nelas?

    A resposta vai te mostrar o próximo passo.

    Com carinho Salamandra Roxa – Renata Telma.

  • Das versões que cabem em você: todas têm espaço

    Olá Descomplicada!! Você já se olhou no espelho e pensou: “Quem é essa mulher hoje?

    Às vezes, ela acorda querendo o conforto do moletom. No outro dia, se sente pronta pra dominar o mundo num salto. E em todos esses dias, é a mesma mulher, só em versões diferentes.

    Durante muito tempo, fomos ensinadas a acreditar que ter estilo é ser sempre igual. Mas o verdadeiro estilo nasce quando entendemos que podemos mudar sem perder a essência.

    O estilo é vivo.

    Ele acompanha a rotina, o humor, o corpo, as fases da vida, e até os papéis que a gente desempenha (mãe, profissional, amiga, esposa, mulher).

    Mas o que confunde muitas mulheres é acreditar que, pra parecer coerente, precisam ter uma “assinatura” imutável. E é aí que mora o erro: coerência não é rigidez.

    É quando o moletom e a alfaiataria, o salto e o tênis, fazem sentido dentro da mesma história a sua história.

    Não é sobre se vestir sempre do mesmo jeito.

    É sobre conseguir se olhar e pensar: “Isso tem a ver comigo, com o que quero viver agora.”

    Quando você entende as suas versões, começa a perceber padrões que unem todas elas. Pode ser uma cor que se repete, uma modelagem que te faz sentir confiante, um toque de leveza que você busca até nos dias mais sérios.

    Esses detalhes são o fio condutor entre as suas diferentes fases, é isso que traz coerência, não a repetição.

    Vamos de um exemplo prático?!

    Sabe aquele dia em que você acorda disposta, coloca uma calça de alfaiataria, passa um batom e sente que o mundo vai girar na sua energia?

    E no dia seguinte, tudo o que você quer é o aconchego da sua calça de moletom, um coque e o silêncio do seu café?

    Esses dois momentos dizem muito sobre você, e nenhum anula o outro.

    Eles apenas mostram que o estilo não é estático, é emocional.

    Ele conversa com o que você vive, sente e precisa em cada fase.

    Talvez, o salto e o moletom tenham mais em comum do que parece: ambos refletem o que te faz sentir bem.

    E é justamente aí que mora a coerência, não em se repetir, mas em se reconhecer.

    Talvez o segredo não seja buscar um estilo fixo, mas construir um guarda-roupa que te acompanhe em todas as suas versões.

    A coerência não está em se repetir está em se reconhecer, mesmo quando muda.

    E se hoje você está descobrindo novas formas de se vestir, comemore: isso é sinal de evolução, não de confusão.

    Que tal olhar pro seu armário com mais generosidade e perceber quantas versões lindas já habitam ali?

    Com carinho Salamandra Roxa – Renata Telma.

  • O ajuste que transforma

    Olá Descomplicada!!

    Nem sempre é sobre trocar tudo.

    Às vezes, o que transforma é apenas um ajuste sutil, quase imperceptível, mas capaz de mudar completamente a forma como algo se revela.

    Na roupa, um simples ajuste muda tudo: o cós que agora encaixa na cintura, a barra que deixa o sapato aparecer, a alça que não escorrega mais, o botão que reposiciona o decote. Pequenas alterações que fazem uma peça voltar a te representar.

    Mas o interessante é que isso não acontece só no guarda-roupa.

    Na vida também é assim: às vezes o ajuste é acordar dez minutos mais cedo pra respirar antes do caos, é trocar o “não tenho roupa” por um “hoje eu quero conforto”, é perceber que a calça apertada não te define, mas talvez diga o quanto você tem tentado caber em lugares que já não servem mais.

    O ajuste certo não busca te mudar, mas te devolver ao eixo. É o realinhar da imagem com a essência. É quando você entende que a roupa não precisa ser nova, ela precisa fazer sentido. E que conforto não é preguiça, é presença.

    Transformar não é se reinventar inteira. É só ajustar o que ficou folgado demais, apertado demais, desalinhado demais.

    Quando isso acontece, algo dentro de você também se ajeita.

    A postura muda, o olhar se reposiciona, o espelho devolve uma mulher inteira, e não uma que está sempre tentando se corrigir.

    Que ajuste, no seu guarda-roupa, na sua rotina ou na forma de se enxergar, poderia transformar a forma como você se sente?

    Com carinho Salamandra Roxa – Renata Telma.

  • Roupas que esperam

    Olá Descomplicada!!

    Tem roupas que não estão apenas guardadas.

    Elas estão esperando.

    Esperando um corpo que volte a caber.

    Esperando um dia “melhor”.

    Esperando uma coragem que a gente ainda não teve.

    Mas o que quase ninguém percebe é que essas roupas contam uma história silenciosa sobre a nossa relação com o tempo, com as mudanças e, principalmente com a autoaceitação.

    Elas não são só tecidos. São lembranças de uma versão nossa que, de alguma forma, ainda queremos segurar.

    A questão é: por quanto tempo vale esperar?

    Guardar uma roupa que não serve mais, na esperança de um corpo que talvez nunca volte, é também guardar uma sensação de que o presente não é suficiente.

    E quando isso se repete, o armário deixa de ser um espaço de escolha e vira um lembrete diário de frustração.

    Talvez o problema não seja a roupa, mas o que ela simboliza.

    Existe um tipo de culpa escondida entre cabides:

    a de ter mudado.

    a de não vestir mais o mesmo número.

    a de não ter vivido aquilo que a roupa “prometia”.

    Só que a verdade é que o corpo muda, o estilo amadurece e a vida também exige novas versões…mais realistas, mais funcionais, mais livres.

    Quando a gente se despede das roupas que esperam, abre espaço para peças que acompanhariam quem somos agora.

    Peças que não exigem o “quando”, mas acolhem o “hoje”.

    Esse é o ponto em que a moda volta a ser ferramenta, e não prisão.

    Tarefa de casa:

    Abra o guarda-roupa e encontre três roupas que esperam.

    Antes de decidir o que fazer com elas, se pergunte:

    O que exatamente eu estou adiando junto com essa roupa?

    Essa pergunta é um portal.

    Porque, às vezes, o espaço que falta no armário é o mesmo que falta dentro da gente pra viver o agora com mais verdade.

    Com carinho Salamandra Roxa – Renata Telma.

  • O jardim secreto do Estilo!

    (explorando sua identidade através das inspirações naturais)

    Olá, Descomplicadas!! Hoje eu quero te convidar a abrir um portão íntimo: o seu jardim secreto.

    Não é um lugar fora, é dentro. É onde moram suas cores favoritas, seus ritmos, seus silêncios e aquilo que floresce quando você se veste com verdade.

    Este não é um texto só para “pensar bonito”. É um caminho prático para transformar inspiração em decisões reais na frente do espelho.

    O que é esse jardim, afinal?

    Pense no seu estilo como um jardim vivo. Ele tem:

    Solo (valores e rotina): o que sustenta suas escolhas; conforto, praticidade, elegância, liberdade.

    Clima (humor e contexto): dias de sol pedem leveza; dias nublados pedem abraço.

    Raízes (identidade): o que não muda quando as tendências passam.

    Flores (toques de expressão): uma cor, um tecido, um acessório que dizem “sou eu”

    Podas (desapego consciente): o que você remove para o resto crescer melhor.

    Quando o look não funciona, quase sempre é porque solo, clima e flores não estão conversando entre si.

    Traduzindo natureza em looks (sem complicar)

    Use cenários reais como bússola:

    Mar calmo: azuis + off-white + areia → linho, algodão, movimento.

    Bosque úmido: verde musgo + marrom + preto → couro, tricô, estrutura.

    Pôr do sol: terracota + coral + dourado → viscose, toque acetinado, brilho discreto.

    Campo florido: lilás + verde-claro + branco → texturas delicadas, modelagens suaves.

    Dia nublado chic: cinza + grafite + branco → alfaiataria leve, cortes limpos, sobriedade.

    A chave é converter sensação em escolha: “quero calma” → azuis + tecidos respiráveis. “Quero presença” → quentes + texturas marcantes.

    Mini-método: mapeie seu jardim em 10 minutos

    1- Escolha um cenário que te atraia (salva uma foto).

    2- Extraia 3 cores dessa imagem (uma base, uma média, uma acento).

    3- Defina 1 textura (linho? tricô? couro? seda?).

    4- Escolha 1 forma que represente o clima (fluido/estruturado/geométrico).

    5- Monte 1 fórmula de look com peças que você já tem. Ex.:

    – Mar calmo: jeans azul médio + camisa branca leve + sandália branca + brinco pérola.

    – Bosque: calça marrom + blusa verde musgo + bota preta curta + cinto de couro preto.

    – Pôr do sol: saia midi terracota + top coral suave + argolas douradas + flat/papete caramelo.

    Guarde essas fórmulas-semente no celular. Elas viram repertório para dias corridos.

    Poda gentil (pra fazer o resto florescer)

    Abra o armário e pergunte a cada peça:

    “Ainda conversa com meu solo?” (valores e rotina) “Ainda floresce em mim?” (identidade hoje, não a de antes) Se a resposta for “não”, agradeça e libere. Espaço também é adubo.

    Estilo não é coleção de tendências; é cultivo. Quando você honra seu solo, respeita seu clima e escolhe suas flores com intenção, o espelho devolve presença, sem esforço.

    Pergunta para você:

    Qual canto do seu jardim secreto pede cuidado esta semana: o solo (rotina), o clima (humor/contexto) ou as flores (expressão)? Escolha um e faça o mini-método por 10 minutos. Depois me conta nos comentários, quero ver esse jardim florescer!!!

    Com carinho, Salamandra Roxa – Renata Telma!

  • Quando vestir simples vira um ato de rebeldia

    Olá, Descomplicada! Respira fundo comigo por um instante…

    Estamos vivendo uma era onde o mais chamativo ganha curtida, onde o excesso virou estratégia, e onde o look do dia muitas vezes parece mais um figurino do que um reflexo.

    Nesse cenário, escolher o simples — uma camiseta bem cortada, um jeans que abraça, um sapato confortável — parece pouco.

    Mas será?

    Talvez o simples, hoje, seja uma das formas mais silenciosas (e potentes) de resistir à performance.

    Porque existe uma diferença entre se vestir com intenção e se vestir para impressionar. E essa linha tênue, muitas vezes, é atravessada quando esquecemos de nós mesmas tentando parecer demais para os outros.

    Não é sobre abrir mão de estilo.

    É sobre tirar o ego do centro da escolha.

    É sobre resgatar o corpo como casa, e não como vitrine.

    É sobre calar o barulho externo e ouvir, enfim, a sua própria voz quando se olha no espelho.

    E se o simples te fizer sentir presente, confortável e viva, então que seja ele a sua forma de gritar — sem precisar elevar o tom.

    A moda tem espaço pra todo mundo. Mas o seu lugar nela só vai ser inteiro quando você parar de pedir permissão pra ser quem é.

    E se o simples for exatamente o que te faz ser vista por quem realmente importa… você toparia bancar essa escolha?

    Com carinho,

    Salamandra Roxa – Renata Telma.

  • A beleza que recomeça: brechós, escolhas conscientes e a alquimia do vestir

    Oi, Descomplicada! Se essa é a sua primeira vez por aqui, seja bem-vinda à Salamandra Roxa — um espaço onde estilo, identidade e transformação se encontram. Aqui, a roupa não é sobre tendências, e muito menos sobre regras. É sobre camadas. Sobre presença. Sobre tudo aquilo que você veste sem perceber, e que comunica muito antes da fala.

    A Salamandra Roxa nasceu da necessidade de se despir de rótulos para, enfim, se vestir de verdade. E se você já me acompanha há um tempo, sabe que a gente vem mergulhando em temas como autoconhecimento, intenção e autenticidade. Mas hoje, quero te levar para mais um passo nessa jornada: o da consciência.

    Porque consumir também é um ato de estilo — e consumir com propósito é um ato de poder.

    Quando a consciência entra no guarda-roupa

    Depois que a gente começa a se entender melhor — estilo, rotina, valores, o que comunica e o que sufoca — fica quase impossível continuar comprando do mesmo jeito. A lógica do “tá barato, vou levar” começa a incomodar. O impulso de comprar para preencher um vazio já não cola mais. E o armário passa a ser um reflexo muito mais honesto de quem a gente é por dentro.

    Vestir se torna, então, um ato de presença. De respeito. De escolha.

    E consumir com consciência não é só sobre sustentabilidade (embora isso também importe). É sobre congruência. É sobre fazer escolhas alinhadas com o que você acredita, vive e sente.

    O brechó como lugar de reencontro

    Talvez você pense que brechó é lugar de peça velha. Mas eu vejo o brechó como lugar de peça viva. Uma roupa de brechó já viveu um ciclo. Já foi amada, usada, talvez esquecida — e agora está pronta para recomeçar.

    E tem algo de profundamente simbólico nisso.

    Escolher uma peça que já teve história e dar a ela um novo sentido é, para mim, um ato de reconexão. É olhar para o passado com olhos de futuro. É perceber que beleza e valor não estão no novo, mas no que é genuíno.

    Roupa com alma e estilo com raiz

    Uma peça de brechó tem textura de tempo. Tem corte fora do padrão. Tem detalhes que a produção em massa já não ousa mais fazer. E, quando bem escolhida, ela não te faz parecer “fora de moda”. Ela te faz parecer única.

    Como consultora de imagem, já vi mulheres se reencontrarem com elas mesmas dentro de um provador de brechó. Não era a etiqueta que importava — era o brilho nos olhos ao perceber: isso aqui tem a ver comigo.

    Estilo não é sobre parecer atual. É sobre parecer você.

    Para fechar (ou melhor: abrir)

    Talvez a peça mais valiosa do seu guarda-roupa não esteja numa vitrine iluminada. Talvez ela esteja num cabide esquecido, esperando que você esteja pronta para escolher diferente.

    E talvez, mais do que a peça, quem esteja esperando seja você mesma.

    Porque a cada escolha consciente, a gente se aproxima mais da mulher que queremos ser. E a beleza disso é que não precisa ser tudo novo. Precisa só ser verdadeiro.

    Com carinho,

    Salamandra Roxa – Renata Telma

    Transformar-se também é saber escolher o que fica.

  • Você não precisa mudar de corpo. Precisa mudar de referência.

    Olá, Descomplicadas! Na semana passada, falamos sobre como a praticidade no vestir pode, sem querer, ir apagando nossa essência.

    Hoje, eu quero ir um pouco mais fundo nessa conversa — porque às vezes, o que te faz repetir os mesmos looks ou esconder seu estilo… nem é a pressa. É o olhar.

    Quantas vezes você já se pegou pensando que “só vai usar tal roupa quando emagrecer”?

    Ou que “isso não é pra mim”?

    Mas será que o problema está mesmo no seu corpo — ou nas referências que você aprendeu a seguir?

    Hoje a conversa é sobre isso: sobre como trocar o filtro pode mudar tudo.

    O problema não é o espelho. É o filtro.

    Quantas vezes você já deixou de comprar ou usar uma peça porque “não fica igual na blogueira”, ou porque achou que seu corpo “não combina com aquilo”?

    Mas quem disse que você precisava ficar igual a alguém?

    A maioria das imagens que consumimos como referência — nas redes, nas vitrines, nas revistas — não falam com a realidade da maior parte das mulheres. Elas mostram corpos dentro de um padrão específico, muitas vezes inatingível. E o pior: a gente não percebe o quanto isso afeta nossa autoestima.

    Não é sobre mudar você. É sobre mudar o espelho.

    Quando você se cerca de imagens que não te representam, o olhar sobre você mesma fica distorcido.

    E o estilo, que deveria ser ferramenta de expressão, vira fonte de comparação.

    Trocar de referência é um ato de liberdade.

    É começar a se inspirar em mulheres reais, com vidas, rotinas e corpos reais. É enxergar beleza em outras proporções, texturas, idades. E, principalmente, é incluir você como parte dessa galeria de inspiração.

    O estilo começa quando você para de se punir.

    A mudança acontece quando você troca frases como:

    “Preciso emagrecer pra usar isso.” por “Como posso adaptar isso ao meu corpo de hoje?”

    Ou:

    “Isso só fica bonito em quem tem corpo tal.” por “Essa modelagem valoriza meu corpo do jeito que ele é?”

    Seu corpo não precisa de permissão para existir.

    Ele precisa de peças que o respeitem, o acompanhem e o expressem.

    Por onde começar a mudar de referência?

    – Siga perfis que representem mais diversidade de corpos e estilos.

    – Experimente peças com curiosidade, não com crítica.

    – Se olhe com o mesmo carinho com que olha uma amiga.

    – E, se for pra se comparar… que seja com a sua versão de ontem.

    Se você se veste todos os dias… Por que não tornar esse momento um lembrete de quem você é, e não do que dizem que você deveria ser?

    Talvez você só precise parar de se comparar com um corpo que nunca foi o seu.

    E começar a se vestir como quem se reconhece — e se respeita.

    Me conta:

    Você já parou pra pensar em quais são suas verdadeiras referências de estilo?

    Ou será que ainda tá se olhando com o filtro de outra pessoa?

    Bjos! Renata Telma!

  • A praticidade do vestir está te desconectando de você?

    Olá, Descomplicadas! Feriado à vista e a mala pronta em 5 minutos, né?

    Ou talvez nem tenha mala, mas tem aquela praticidade no vestir que já virou rotina. A gente corre, simplifica, repete… e quando vê, a praticidade virou padrão — só que sem graça, sem intenção, sem a sua cara.

    E se hoje a gente parasse só um pouquinho pra pensar: será que a roupa prática que você escolheu tem mesmo a ver com o que você quer comunicar? Com o “como” você quer se sentir?

    Porque conforto e praticidade não precisam apagar sua personalidade. Muito pelo contrário: quando você se reconhece no espelho, até a roupa mais simples vira extensão da sua essência.

    A praticidade pode ser uma armadilha disfarçada

    Não tem nada de errado em querer vestir-se de forma prática — pelo contrário. Em meio a tantos papéis que você desempenha, é natural buscar agilidade e facilidade. Mas o que acontece quando isso vira modo automático?

    É comum ouvir:

    Ah, peguei a primeira coisa que vi.”

    Coloquei o que sempre uso.”

    “Já sei que isso funciona, então vai isso mesmo.”

    Essas frases não são só sobre roupas — elas falam de ausência de intenção. De um vestir que já não te escuta mais. E quando a roupa deixa de refletir quem você é, algo começa a incomodar. Mesmo que de forma sutil.

    Nem sempre o prático é neutro — às vezes, é invisível!

    Tem dias que você quer mesmo passar despercebida, e tudo bem. Mas quando isso vira hábito, é hora de investigar. (E o que você acha imperceptível, pode chamar mais atenção do que você imagina, só que de forma negativa sobre você).

    A praticidade pode estar te protegendo de se expressar. Pode ser um escudo, uma zona de conforto — e tudo isso é humano. Mas será que esse “conforto” está mesmo confortável?

    Praticidade com intenção é diferente de repetição automática. Uma roupa simples, mas que te representa, é muito mais poderosa do que um look elaborado que não diz nada sobre você.

    Como reconectar o prático com o autêntico

    Não precisa jogar tudo fora, nem fazer uma revolução. O processo começa com perguntas simples:

    – Essa roupa tem a ver com o que eu quero comunicar hoje?

    Eu me sinto bem ou só “resolvida” com esse look?

    O que eu posso acrescentar aqui (um acessório, uma cor, um detalhe) que me faça sorrir quando me olhar no espelho?

    É nessa leveza que mora o estilo com verdade: um vestir prático e com presença.

    Dica prática para o próximo feriado (ou próxima saída):

    Antes de repetir o look de sempre, escolha uma peça que você costuma ignorar — uma cor diferente, um colar esquecido, uma bolsa que te faz sentir algo bom. Use como ponto de partida. Às vezes, o simples ato de escolher com intenção já transforma tudo.

    E se, no próximo look prático, você deixasse um toque da sua essência escapar?

    Conta pra mim: você sente que a praticidade tem te ajudado ou te afastado de se vestir com verdade?

    Um beijo e até semana que vem Descomplicadas!!

    Por Renata Telma.

  • Você não precisa de mais roupas, você precisa se critérios.

    Olá, Descomplicadas! Já teve aquela sensação de abrir o guarda-roupa e pensar: “não tenho nada pra vestir”, mesmo ele estando cheio? Pois é… talvez o problema não seja quantidade — e sim critério. No post de hoje, vamos conversar sobre como a ausência de escolhas conscientes pode estar por trás da impressão de “não ter estilo”… e o que você pode fazer pra mudar isso, sem precisar sair comprando tudo por aí.

    A sensação de falta de estilo pode estar ligada à falta de critério

    É comum acreditar que a solução para a insegurança ao se vestir é comprar mais roupa. Mas o que muitas vezes está faltando não são peças, e sim uma bússola interna que te ajude a decidir o que faz sentido pra você.

    Critério é o que te permite olhar para uma vitrine ou uma tendência e perguntar:

    “Isso me representa?” “Combina com meu estilo de vida?” “Me sinto bem assim?”

    Sem isso, você acaba caindo no ciclo de compras por impulso, peças encalhadas e uma imagem que não diz muito sobre quem você realmente é.

    Você não precisa ter muitas roupas. Precisa entender o que te veste de verdade.

    Quando você desenvolve critério, a mágica acontece:

    -Você passa a ter um guarda-roupa mais funcional.

    – Ganha segurança na hora de se vestir.

    – E descobre que o seu estilo não precisa ser uma cópia do que vê nas redes — ele nasce de você.

    Critério te dá liberdade.

    Liberdade de dizer não para o que não te representa.

    E principalmente: liberdade de fazer boas escolhas com o que já tem.

    Um exercício simples pra começar agora mesmo:

    Na próxima vez que olhar para o seu guarda-roupa, em vez de perguntar o que está faltando, pergunte:

    “O que aqui realmente fala sobre mim?”

    Você pode se surpreender com as respostas.

    E você, Descomplicada?

    Tem se sentido perdida no meio das suas roupas?

    Me conta nos comentários — vou amar continuar essa conversa com você!! Bjo e até semana que vem!!

    Por Renata Telma.

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