Oi, Descomplicadas! Chega mais que hoje o papo vai cutucar. Já reparou no quanto o vestir tem se tornado uma espécie de palco? E como agora, mais do que nunca, a roupa parece ter que fazer alguma coisa, além de simplesmente vestir?
Com o avanço da tecnologia têxtil, surgiram as chamadas “roupas inteligentes”: tecidos que monitoram o corpo, adaptam a temperatura, absorvem suor, bloqueiam radiação UV e prometem facilitar o dia a dia de quem usa. E olha, que bom que estamos evoluindo! Roupa boa é roupa que acompanha a vida real.
Mas em meio a tanta funcionalidade, tanta promessa de desempenho, não parece que vestir-se virou mais uma forma de performar?
É como se estivéssemos o tempo todo provando que somos produtivas, eficazes, antenadas — até mesmo com a roupa que usamos. Não basta mais ser bonita, confortável ou expressiva. Agora, parece que ela tem que provar alguma coisa.
E aí entra o exagero:
Gente saindo de casa como se estivesse indo para um ensaio editorial. Looks pensados para agradar o algoritmo. Peças escolhidas não por prazer, mas por validação. E a liberdade? Fica onde?
Sim, a moda é linguagem, é ferramenta e pode (e deve!) acompanhar nossas transformações. Mas quando o vestir vira obrigação de estar sempre interessante, sempre funcional, sempre performático… talvez a gente esteja perdendo o principal: o direito de apenas ser.
Descomplicar também é poder usar uma camiseta branca e se sentir incrível. É não precisar se provar o tempo todo com a roupa que veste.
E você? Tem se vestido para viver… ou para ser aprovada?
Vamos conversar sobre isso? Te espero nos comentários, ou no nosso próximo papo.
Com carinho,
Salamandra Roxa – Renata Telma.
